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Programa de Combate ao Câncer de Boca

O Programa de Combate ao Câncer de Boca visa ao incremento de ações para prevenção e diagnóstico precoce do câncer bucal, buscando reduzir os índices de mortalidade por esta neoplasia através de ações educativas, divulgação do auto-exame, bem como promovendo o diagnóstico precoce, instituindo assim a "Semana de Combate ao Câncer de Boca" no período de 18 a 25 de outubro de 2005 e demais anos subseqüentes.

Saiba uma pouco mais sobre o programa:


PROCURE O CIRURGIÃO-DENTISTA E PREVINA-SE
Por Aurora Karla L. Vidal, CD

INFORME-SE E PARTICIPE ! O Programa de Combate ao Câncer de Boca visa ao incremento de ações para prevenção e diagnóstico precoces do câncer bucal, buscando reduzir os índices de mortalidade por esta neoplasia através de ações educativas, divulgação do auto-exame, bem como promovendo o diagnóstico precoce, instituindo assim a “Semana de Combate ao Câncer de Boca”, que vem sendo realizada, anualmente, no período de 18 a 25 de outubro.

O QUE É O CÂNCER É um crescimento patológico excessivo dos tecidos, tendo uma evolução ilimitada, devido a multiplicação constante de suas próprias células. E mesmo afastado o estímulo causador desta proliferação exacerbada e descontrolada e de certa forma autônoma, a lesão continua a crescer. Considerando-se as doenças crônico-degenerativas, as neoplasias malignas destacam-se por sua crescente relevância como causa de incapacitação e morte no Brasil, sendo comum em ambos os sexos, apresentando o câncer bucal ainda alta variedade na distribuição em diferentes partes do mundo.

NA BOCA Cerca de 5% de todos os casos de neoplasias malignas estão localizados na boca e, dentre os cânceres bucais, mais de 90% são Carcinomas de Células Escamosas (CEC), que poderiam ser, facilmente, identificados na cavidade bucal e buco/faríngea, sem necessidade de técnicas especiais, tendo em vista o fácil acesso para o exame direto, sendo responsáveis por 99% dos óbitos por câncer da boca.

FATORES DE RISCO O termo risco refere-se à probabilidade de um evento indesejado ocorrer. Os fatores que se associam ao aumento do risco de se contrair uma doença são chamados fatores de risco. E, dentre as 10 (dez) recomendações internacionais para se proteger do câncer divulgadas pelo INCA, 05 (cinco) são aplicáveis às lesões de boca, além de outros cânceres, o que reafirma a multifatoriedade deste tipo de doença. São raros os casos de cânceres que se devem exclusivamente a fatores hereditários, familiares e étnicos, apesar de o fator genético exercer um importante papel na oncogênese. São fatores de risco para o câncer de boca: fumo, bebida alcoólica, radiação solar, condições buco-dentais, traumas mecânicos, dieta, exposição ocupacional, fungos (cândida albicans), vírus (HSV, EBV, HBV, HPV ....)

SINAIS E SINTOMAS A dor é característica da fase tardia, avançada da doença. Por tanto devem ser investigadas alterações de cor, forma, tamanho e volume a despeito de dor. Ou seja, manchas vermelhas, brancas, mistas (vermelhas e brancas), pretas, nódulos, inchaços, mobilidade da língua, caroços em baixo da língua, do queixo, na face e ao lado do pescoço (glândulas e linfonodos) devem ser avaliados.

PREVENÇÃO Para que haja real benefício para o paciente, deve-se reconhecer a necessidade imperiosa de aumentar o número de casos de câncer diagnosticados no estágio inicial, de modo que as atenções devem ser voltadas para o paciente clinicamente assintomático, que se presume sadio, visando o diagnóstico precoce. Deve-se realizar:

  • revisões periódicas da cavidade bucal, objetivando o diagnóstico precoce;
  • auto-exame (folder);
  • conhecer e evitar os fatores de risco como:
  • fumo,
  • bebida alcoólica,
  • exposição ao sol (lábio inferior);
  • evitar uso de aparelhos, próteses ou mesmos a permanência de dentes quebrados que cortem e machuquem a mucosa bucal,
  • manter higiene buco-dental adequada,
  • buscar o diagnóstico diferencial, precoce e tratamento adequado de imediato.

FOLDER / AUTO-EXAME

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL E PRECOCE É responsabilidade do cirurgião-dentista a prevenção e investigação diagnóstica precoce do câncer bucal. Através de um exame clínico completo e investigação do histórico de saúde do paciente combinados aos achados físicos e os exames celulares (citológicos/ histológicos), será evidenciado o “status” de saúde bucal do paciente, pois, somente assim, poder-se-á implantar a prevenção e diagnóstico precoces para o câncer bucal.A detecção precoce de lesões bucais pré-cancerosas pode causar um impacto dramático na redução da mortalidade por câncer de boca, bem como, melhorar a qualidade de vida, minimizando a debilidade e extensão de trauma causado pelos tratamentos.

TRATAMENTO Cabe ao médico oncologista cirurgião de cabeça e pescoço. A despeito dos avanços no tratamento convencional através da cirurgia, radioterapia e quimioterapia isoladas ou em combinação, o prognóstico não melhorou nos últimos 40 anos.  E o tempo médio de sobrevida de cinco anos foi reduzido para 50%, fato que configura o diagnóstico tardio e a necessidade de ações educativas e preventivas, uma vez que o câncer da boca pode ser curado se tratado precocemente.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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VIDAL, A. K. L.; CALDAS JÚNIOR, A . F.; MELLO, R. J. V.; BRANDÃO, V. R. A .; ROCHA, G. I.; TAROMARU, E. Human papillomavirus (HPV) detection in oral carcinomas. J. Bras Patol Med Lab v.40 n.1, p. 63-68, março 2004.

VIDAL, A. K. L et al. Programa de Combate ao Câncer de Boca. Odontol. Clín-Cient . 5:1. p. 63-68, março 2006.

 
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